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27/10/2010

Toyohashi Matsuri - Eejyanaika

Todo ano acontece o Toyohashi Matsuri (Festival de Toyohashi) Eedyanaika aqui na cidade. Em torno dele, várias atividades e eventos culturais são realizados durante 2 dias, sábado e domingo no mês de outubro. Nessa ocasião, todas as crianças lotam o parque central a procura de seus trabalhos que ficam expostos entre os jardins e árvores do parque, transformando-o num grande museu contemporâneo ao ar livre e deixando-o num colorido sem igual.
Fora isso, outras atrações são igualmente disputadas, como as brincadeiras para as crianças ao redor do parque, as inúmeras barraquinhas de comidas e brincadeiras, uma carpintaria gratuíta para crianças e adultos (onde eu passei mais de 4 horas junto com as crianças...) e os disputados desfiles nas avenidas adjacentes da estação, culminando com o desfile principal de sábado, na avenida central em frente à estação de Toyohashi.
Agenda lotada e diversificada para um final de semana inteiro. E haja pique.


Trabalho do Lo, nele está escrito: A comida da mamãe é gostosa. Obrigada mamãe!

Trabalho da Yuyu, vaso pintado a mão. Nada mal para a primeira série.

Lo mostrando seu trabalho, ao alto.


Estes trabalhos expostos no parque central foram feitos por crianças de todas as escolas de Toyohashi para esse festival, que acontece todo o ano nessa época.





Preparação para os desfiles da rua paralela. Nesse desfile, estarão crianças, grupos de dança, associações de moradores, grupos de amigos e etc. À noite, na avenida principal tem o Eedyanaika, um desfile com várias representações de empresas, bairros e associações oficiais da cidade.


 Lanterna com o símbolo da cidade de  Toyohashi.

 Comidas típicas. Takoyaki, bolinho com pedaços de lula dentro.

 Pra quem preferir, lula no espeto.

 Nikkuman. Bolinho feito no vapor com recheio de carne de porco.

 Bananas com cobertua de chocolate ou morango.

 Caracterização típica.



 As crianças amam pegar essas bolinhas coloridas de silicone. Usa-se uma vasilha pequena e tem que se retirar o maior número de bolinhas de uma única vez.

 Churrasco japonês no espeto. Esse é novidade por aqui. Feito com carne nobre. Custa caro mas é gostoso.


 Pirulitos imitando personagens famosos de games, mangás e eiga (cinema).

Outra tradição. Pesca de kingyos com uma espátula de papel. Tem que ter habilidade para pegar os peixinhos sem rasgar o papel de arroz. O que pescar leva pra casa e coloca no aquário.

 Preparação para o desfile na avenida principal, quase na hora, começa a correria dos mais atrasados.

Todos os grupos carregam carrinhos parecidos com esse onde vai a bebida. Suco, chá, refrigerante e muita cerveja.

 Panorama da avenida ainda na concentração. Estou na frente da estação, emcima do embarque dos taxis, ônibus e bonde.

 Frente da estação de trem e shinkansen de Toyohashi. Minha cidade.



 Enquanto o desfile não começa, crianças se divertindo no rolamento automático para bicicletas. Lá em baixo tem um enorme bicicletário. Todo o resto abaixo da rua são estacionamentos.


 Começa o desfile dos grupos principais.


 Adorei essa tiazinha!!!


 Um se achando com a camiseta do timinho dele e outro se achando com os meus óculos..

De tanto dançar olhando, Yuyu foi convidada para participar do desfile. E o Lo foi no embalo.


Essa foi a senhora que a convidou para o desfile. Yuyu arrasou!!! Tá até no You Tube... Só não coloco o link por que eu também apareço dançando, vergonha total.

03/10/2009

Me Engana que Eu Gosto!!!!











Então... Alguém sabe me dizer que tem de especial nesses maravilhosos pratos?
Ninguém se habilita?
SÃO TODOS FALSOS!!! ISSO MESMO, FAKE FOOD da melhor qualidade!!!!
Quando digo que moro no país das maravilhas não é em vão. Aqui, a maioria dos restarantes têm uma vitrine com fakes de seus pratos feitos em resina ou mão. Na grande maioria a perfeição é tamanha que até assusta.
A vantagem é de poder escolher o que quer comer sem ter que entrar no restaurante, pois além da imagem tem também o preço do prato, evitando surpresas.
Quem acertou, vem até aqui que eu pago uma pizza. hohohoho





05/11/2008

Das Comidas Dessa Terra - Obentô (marmita, para os íntimos...)

O que no Brasil é coisa de pobre, no Japão faz parte da cultura. O hábito da marmita (aqui chamada de obentô) é adquirido já no jardim de infância e acompanha o vivente até até fim da vida.

Aqui, um obentô não é somente aquele lanchinho que vai acalmar as lombriga na hora do almoço; ele significa amor, apego e dedicação de mães caprichosas (quando os apreciadores são crianças em fase escolar ) que seguem a lei das cinco cores (vermelho, amarelo, verde, preto e marrom) para preparar o obentô de seus filhos, dividindo os alimentos em cinco grupos por proximidade de cor. Isso permite compor uma refeição mais vistosa, além de proporcionar um balanço nutricional.

Além de alimentar, divertem e ficam parecidos com obras de arte ou desenhos animados, de tão bonitos e coloridos. Na escola, em dias de passeio, a criançada leva obentô (dias normais têm alimentação balanceada fornecida pela escola) e a disputa para ver quem traz o mais bonito é tradicional.


Algumas crianças, principalmente as estrangeiras, ficam chateadas por que suas mães não fazem (ou por que não entendem o que isso significa ou por que não tem tempo) um obentô biito pras cria ficar feliz e se sentir importante.


Minha prole não tem do quê reclamar... Como eles têm uma mãe seqüelada que parece que não teve infância (e olha que a minha foi boa!) e pensa que nem japa (isso quando se trata de ser lóide), eles sempre levam bentozinhos decorados e caprichados, pra ficar contente e se sentir integrado com os coleguinhas. E é bem legal, já recebi elogio de profes e de mães pelos obentôs que fiz.

Olha a minha bizuguinha goly goly detonando o bentozinho, já quase sem nada!

Essa é a seção de bentobako (marmitex) e acessórios, existente em qualquer loja japa.

Os adultos também são adeptos, e a maioria compra pronto nas lojas de conveniência por ser mais rápido e prático. (Fazer obentô exige tempo e dedicação) Abaixo, uma mostra do obentô de adulto.


É gentem, o negócio é sério! Japoneiz é mais seqüelado do que eu...

Das Coisas Dessa Terra - Fakes I

Na terra dos zóinho puxado e do pintinho pequeno (ai que maldade... ), nem tudo, aliás, quase tudo, o que parece não é.

Quando cheguei aqui há 6 anos atrás, logo que descemos na estação da cidade onde minha cunhada morava (por que agora ela tá na outra terra de povo sem noção: Portugal), vi uma casa de tijolinhos e me encantei. Daí que meu cunhado na época me falou: Não te emociona que aqui é tudo de mentirinha... (, eu vim pro Japão ou pro País das Maravilhas? Aqueeele, da Alice... lembra?)

E ele tem razão. As casas têm revestimento imitando tijolos à vista, salpicado, textura e o escambau, tudo de mentirinha. Os papéis de parede seguem pelo mesmo barco e o piso do chão tbm (o meu é chamado de colchon floa; fofo de pisar e ecológico, que não junta poeira por que não é poroso e não pega fogo), o meu imita madeira pinos. Nas praças, há bancos de cimentos com formato de tronco de árvore (incluindo as nervuras da árvore e a cor). Nas lojas de jardinagem então, é uma beleza! várias coisas imitando madeira, lajota, plantas e afins tudimintira.

Bueno, aqui tem fake pra tudo. E nas lojas não poderia ser diferente. Tem imitações dos produtos idênticas, para o povo poder saciar a vontade de ver com as mãos sem arregaçar a bagaça. Desde celulares, Ipods, mp3 até máquinas fotográficas e impressoras. Esses aí de baixo são tuudo fake


Uma coisa é certa, esses mostruários não são úteis apenas para se ter noção do produto. Eles servem pra diversão da geral, que não perdoa quando um patrício desavisado paga um mico relacionado aos fakes, principalmente os que parecem comida. Mas isso é uma ouuutra história...

17/10/2008

Das Comidas Dessa Terra - Daikon: El Peidon

Num post muito muito muito distante, falei sobre as coisas que se come por aqui de uma forma "anpasãn" (chic né?).
Pois bem, devido aos inúmeros emails, vários telefonemas, milhares de scraps, mensagens no msn e torpedos no celular, resolvi dar início a série "Das Coisas Dessa Terra - Comidas", onde mostrarei de forma rápida e ilustrada as inúmeras nojeiras, digo iguarias, e toda a sorte de coisinhas e coisões que se come por aqui. Depois seguirão outros subtítulos como, transporte, curiosidades, hightech e escambal.

Se por ventura eu esquecer algo, peço aos meus queridos leitores que dividem o título de imigrantes comigo para que contribuam com sugestões.

Pra começar, falarei do DAIKON (que eu chamo de Peidon, por seu cheiro que parece uma bunda de neném suja de caca) que no Brasil é conhecido por nabo. Passar por uma plantação de daikon é pedir pra voltar pra terra e prometer que será bonzinho nos próximos 15 anos. Essa iguaria é apreciada ralada como guarnição ou cozida com sake de culinária e uma pitada extra de açúcar. Seu sabor vai modificando a medida que seu cozimento aumenta.

Escolhi esse tubérculo para inaugurar a seção para poder compartilhar com vocês uma linda, comovente e lógico, sem noção história que aconteceu aqui (onde mais poderia ser?), cujo o protagonista/vítima é um daikon gigante. Leiam e depois debulhem-se em lágrimas (pode ser de tanto rir, como preferirem...)

" Nabo gigante em perigo no Japão

É normal que pessoas fiquem comovidas quando um ser humano ou um bichinho está doente e internado no hospital. Agora, quando isso acontece por causa de um nabo...

Mas esta história ocorreu no Japão.Tudo começou em julho, quando os moradores da cidade de Aoi notaram que alguma coisa estava nascendo no asfalto da cidade. Tratava-se de uma espécime do tipo "daikon", um nabo gigante que chega a pesar 18,5 quilos.O nabo é um ingrediente muito usado na culinária japonesa, acostumado a crescer em campos, este nabo tornou-se especial pois superou todas as dificuldades e obstáculos para se erguer na calçada. Impressionados com a perseverança do vegetal, os moradores o batizaram de Dokonjo Daikon, ou "nabo com espírito de luta" (ai Jesus apaga a luz!!!!).

A partir daquele momento, o super nabo tornou-se o mais novo habitante da cidade, adorado por todos os vizinhos, reverenciado até pelas autoridades.Tudo estava correndo muito bem até que, numa noite de sábado, alguns vizinhos foram dar uma olhada no nabo ( por que eles não tinham nada mais interessante pra fazer) e o encontraram sem a cabeça e uma parte superior do corpo. O nabo tinha sido decapitado!!!

A população japonesa foi tomada de uma comoção e tristeza tamanha que, três dias depois, o 'assassino' devolveu as partes cortadas do nabo. Ele colocou-as ao lado do que restou do pobre vegetal.(com uma plaquinha dizendo Desculpa ai, foi mal...)

Na esperança de salvá-lo, representantes da cidade de Aoi colocaram o nabo em um recipiente com água e o levaram para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) de um centro de pesquisas agrícolas. (e eu é que sou sem noção...)

Agora os cientistas esperam conseguir extrair sementes ou o DNA do nabo. Eles querem desenvolver técnicas para prolongar sua vida e pretendem deixá-lo incubado até que ele se transforme em um novo e completo nabo. Mas neste caso, a técnica tem poucas chances de sucesso. (e eles realmente não tem mais nada pra fazer...)