16/06/2008

O Japão já não é mais o mesmo...

Ontem a noite, depois de um dia tranqüilo e de ajudar meu vizinho com a arrumação de seu jardim, fomos surpreendidos por uma cena atípica se tratando de Japão.
Vários carros da polícia com sirene ligada a mil pela rua (moro em uma avenida principal, federal que faz ligação com outro Estado, quase na divisa) sem parar no semáforo, só parando 2 quadras a diante. Fora isso, muitas motos da polícia fazendo uma varredura por todas as ruas transversais. Incomum, assustador e totalmente fora da rotina do bairro que é muito tranqüilo e residencial.
Como todo mundo da rua, saí e fui para frente de casa tentar saber o que acontecia. Fiquei 5 minutos lá fora e somente a boataria e o achômetro circulavam pela vizinhança tão curiosa como eu. Sem a mínima vontade de ir até à fonte averiguar, até por apreensão, voltei para meus afazeres e hoje de tarde ao ir na escola fiquei sabendo a versão oficial, até por que nessas alturas já havia uma outra versão circulando pela vizinhança.
O que aconteceu foi um assassinato na divisa dos dois estados e um vizinho do bairro, morador aonde a polícia toda parou é que viu o corpo jogado ao lado da estrada. A correria da polícia é para tentar achar o culpado.
Como o próprio diretor da escola me disse, o Japão está ficando perigoso...
É lamentável chegar a essa constatação, mas se tornou fato. Além desse crime de ontem, estamos em alerta por conta de um maníaco a solta na cidade que há duas ou três semanas anda de bicicleta de noite esfaqueando mulheres que ele encontra na rua. (!) Isso mesmo, e a polícia daqui que é tão eficiente ainda não pegou esta criatura. Na dúvida, melhor não andar a pé pela rua de noite até o tal carinha ser pego.
E o caso de ontem levou o telefone sem fio do bairro divulgar que a polícia tinha recebido uma denúncia de que esse cara estava aqui no bairro e foi identificado por uma suposta vítima.
Sinceramente gostaria que isso fosse verdade. Seria muito mais tranqüilizante saber que este cara estava sendo caçado do que a descoberta de um cadáver.
Espero que isso mude. Que os crimes não aumentem aqui como no ocidente e que loucos como esse que só se ouvia falar pelo noticiário das grandes metrópolis não comecem a proliferar como erva daninha em cidades calmas como a que moro.
Foi justamente pensando na tranqüilidade e segurança de criar meus filhos aqui que compramos casa e abrimos mão do convívio da família e dos amigos no Brasil.
Que eu não arrependa dessa escolha...

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